“Penso, logo estou errado”

*Antes de mais nada, apesar do título, eu não vim aqui para falar que pensar te deixa infeliz e a ignorância é uma benção, não! Só fiz isso pra chamar sua atenção, tipo marketing negativo mesmo*

AAAAAH as férias. Férias, férias, férias. Aquele momento que pra você que trabalha, não te satisfaz; pra você que estuda, nada faz; e pra você que não faz nada, tanto faz. Aquela parte do ano que você chega da casa da praia que a tia vó do concunhado do irmão da tia Cotinha, que te pegou no colo quando era criança e vai exigir um convite do seu casamento, vai pra frente de espelho, mesmo que isso não faça sentido, e fica tentando olhar para suas costas, descascando a pele queimada no dia que estava nublado, mas que você não sabia da presença do mormaço. Aquele momento do ano que não existiu pra mim e que tento recompensar na época de festas, sem fazer nada, só comendo o quanto posso e sem escrever para esta mídia que estas a ler.

Época de festa de fim de ano, promessas que ninguém vai cumprir, “renovações” para esta vida medíocre e bizarra e é tempo de pensar sobre a vida, o universo e tudo mais.

Eis que, vagueando por esta terra de infelizes, haters e imagens de animais fofinhos, chamada internet, encontro este video que comenta alguns momentos da história da Terra e um pouco mais antes dela. Passando do segundo que está lendo isso e voltando aos acontecimentos da década, como a invenção dos smart phones, a terceira guerra do Iraque e talvez o que mais chocou e marcou, ONZE DE SETEMBRO.

Passando por todos esses momentos que mais nos influenciaram ultimamente como se fosse nada além de uma virgula na Bíblia, o video analisa todo o século 20, a Guerras Mundiais e Fria, bomba atômica e corrida espacial só para novamente dizer que isso que achamos tão chocante, não passa de um cisco na história da humanidade e que só foi possível por causa da “Era da Não Escrita” que os historiadores não consideram como história por não apresentar relatos oficiais, digamos assim, do que se passou – apesar de sabermos que foi nessa época que começaram os métodos da agricultura, que iniciou as pequenas comunidades, agrupamentos e por ai vai.

Pois bem, após retornar até o inicio do Planeta Terra, do Sol e pouquinho mais até o questionamento de como o universo surgiu, o video avança!

Avança para os acontecimentos futuros como a destruição da Terra, o Sol aumentando seu tamanho e depois se consumindo, a destruição dos planetas em volta dele, a morte e extinção das estrelas (já que nenhuma estrela nasce, só a existentes que morrem), a vaporização dos últimos buracos e negros e por conseguinte o fim do universo.

O fim do universo…. você já parou para pensar que um dia, daqui quackilhões de anos, aquilo que nos circunda, essa imensidão lotada de matéria negra desconhecida pelo homem, cheia de mistérios inexplorados, com uma extensão infinita, vai deixar de existir.

Aquilo que deveria nos dar uma pista de quem somos, porque estamos aqui, quem nos criou, se fomos criados por alguém em especifico, que deveria ter a resposta para tudo aquilo que nos perguntamos, vai simplesmente PUF deixar de existir.

O que me leva questionar se a existência de tudo e um pouco mais não passa de um mero acidente da mãe natureza, ou se a própria mãe natureza não é um mero acidente daquilo que deveria nos controlar, seja deus, Deus, acaso ou o Grande Macarrão Voador.

Para tentar explicar melhor minha epifania madrugal, vou chamar esta intervenção milagrosa de “Carlinhos”:

Imagine que Carlinhos tem uma caixa de areia chamada Espaço Preto Infinito e que ali ele se diverte de montão, pegando grandes bolas de pedras e metais e choca umas com as outras. Um dis então, brincando como de costume, Carlinhos pega suas 2 maiores bolinhas de gude de componentes físicos e as faz se encontrarem de frente com uma velocidade e força incrivelmente alta. Óbvio que deu merda, ele sem querer criou o universo que desencadeou muitos outros acontecimentos, como uma bola de neve de merda na vida de Carlinhos, que desde então tenta limpar a bagunça que fez, destruindo tudo o que se originou da primeira explosão.

O ponto que eu quero chegar é: Se tudo um dia morre, deixa de existir, vai pro escambau, puf desaparece, desencarna, sai do mapa, passa a faca, fatia e passa, escafedesse, deixa de existir, quer dizer então que a existência está errada! Não era para acontecer, foi um acidente e tem alguém usando todos os artifícios possíveis para consertar – E conseguiram, apesar de levar ai alguns etceteralhões de anos para concluir.

A vida não passa de um engano que estão querendo apagar

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Run Forrest, Run

Você ja assistiu Forrest Gump? Eu espero que sim, é um daqueles filmes obrigatórios para ver antes de morrer – ou virar um velho chato que só assisti o “Vale a pena ver de novo”. Se já viu, vale a pena ver de novo nesse fim de semana, mas se não, fecha isso agora e alugue (pode ser na Baía dos Piratas, ninguém aqui vai te julgar) urgentemente!

O filme conta a história do Forrest (Gump), que é um contador de histórias, desde sua infância até os seus 40~50 anos, mostrando todas as etapas e descobertas da vida, participando dos eventos mais importantes dos Estados Unidos, na metade do século XX, como conheceu grandes personalidades da época e influenciou o mercado. Falando desse jeito parece um filme meio chato, mas é muito bom, com interpretações discutidas até hoje no forum da uol, diversão do inicio ao fim com essa turminha malandra.

Uma das cenas mais marcantes para o filme é naquela em que o Forrest está com a Jenny (a alma gemea dele), quando crianças, e uns pestinhas aparecem para atazanar a vida dessa molecada do barulho, – na verdade só Forrest, porque ele era meio deficiente, tinha a coluna torta, usava uns suportes de ferro na perna, por isso não andava direito – ele tenta correr ao máximo que suas pernas permitiam enquanto a menina grita: Corre Forrest, Corre! A vontade de movimentar as pernas para fugir daqueles pestinhas filhos de umas p é tão grande que ele destrói os suportes de ferro, se libertando e indo pro abraço da torcida (Novamente, lendo desse jeito parece uma bela bosta, mas ASSISTAM O FILME, é muito melhor que essa descrição).

Essa parada de “corre Forrest” é levada com ele para sempre, inclusive numa cena que também é muito boa e marcante,- agora vem spoiler ferrado, se não assistiu, deveria ter seguido meu conselho lá em cima para parar de ler, caso não saiba que que é spoiler, sinto muito =D  – quando ele já está lá pelos 30 anos, a mãe dele já morreu, a casa onde cresceu e vive até hoje tá vazia e a Jenny deixou ele mais uma vez (eu disse que era spoiler ferrado). A única reação dele é fazer o que sempre fez de melhor, correr. Ele anda os Estados Unidos inteiro só com as pernas, inspirando vários malucos (no filme e na vida real) a acompanharem ele de uma ponta a outra do país.

Essa parte, pelo menos para mim, é a melhor do filme por mostrar de um modo literal aquele sentimento, aquela vontade de tomar alguma atitude, não ficar parado, ou fazendo algo que não gostamos de fazer por vários dias repetidos (lê-se tambem como “emprego chato”), que as vezes é um sentimento tão desesperado, que queremos só levantar e sair correndo, nos afastar daquilo, sem olhar pra trás.

Essa sensação tem sido recorrente na minha vida nesse último ano e acho que na vida da maioria dos meus amigo e conhecidos que terminaram o colégio junto comigo. Esse ano foi basicamente de decisões difíceis sobre o que faremos do nosso futuro, das nossas vidas. O que é não tão fácil de quando não se tem a menor ideia do que quer fazer realmente, já que até a pouco tempo atrás tinha meus pais e a escola para decidir o que eu ia fazer na próxima semana. Existia uma linha guia que eu seguia que dizia se seria prova, tarefa ou trabalho na segunda; arroz, feijão e filé de frango de jantar, que sumiu completamente da minha e de repente me vi tendo que decidir qual faculdade, qual área de atuação eu iria me especializar para ganhar meu próprio dinheiro durante a minha vida.

Toda disputa interna de tomar uma decisão, mas não saber qual caminho seguir é o que culmina nessa vontade de “sair correndo, seja la para onde for, pouco importa também, eu só não quero mais ficar parado, hashtag partiu”

Se você gostou desse texto, ou não, fique a vontade para comentar e compartilhar com amigos. Se não tiver amigos, corre atrás.

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“Ati e ali”

Antes de começar de fato historinha de hoje, crianças, tenho que deixar claro sobre 2 pequenos problemas: O primeiro é a dificuldade extrema que eu tenho em prestar atenção em qualquer situação. Só para ter ideia, só em escrever esse parágrafo eu já parei 2 vezes (3 agora) de digitar, tentando encontrar palavras que se encaixem bem no texto, e nas duas situações (que agora já subiram pra 4), eu viajei fortemente sobre algo que li nas interwebs da vida e me esqueci completamente sobre o que fazia na vida real (que no caso, era escrever esse texto). A parte engraçada disso é que eu viajo em qualquer situação, EU DISSE “QUALQUER”! Mais para frente entenderão à que nível levo isso.

O segundo problema é na verdade uma mania peculiar, que pode ser facilmente confundida com a de organização, mas na real é bem diferente: Tudo que esteja fora do meu padrão, eu me sinto na obrigação de arrumar e se não puder, vou me contorcer no chão e babar pela boca… Não… mas eu vou ficar ligeiramente MUITO incomodado. Um exemplo:

PORQUE SENHOR

PORQUE? Porque, senhor acentador de piso, você não fez o ladrilho na forma padrão? Porque o Sr eternizou esse pequeno pedaço de agonia no cimento, no piso de uma casa?

Ta vendo, isso me deixa maluco! E antes fosse só com imagens desse tipo. Se algo está errado, qualquer coisinha (sempre são as pequenas COISINHAS), eu ja me sinto mal, meu olho começa a pulsar e eu mato um cachorro atropelado… essa ultima parte foi brincadeira, mas se um dia eu a fizer, já sabe porque.

Posto isso em mesa, podemos começar a história (e você que achou que eu já estava terminando.. pena)

Lá estava a minha pessoa, sentada da forma mais corcunda possível por causa do peso do tédio nas costas, olhando para a tela no notebook, alternando entre Facebook, twitter , youtube, facebook, twitter, youtube, pausa para ter alguma ideia de texto pro blog, facebook, twitter e youtube.

Orei para os deuses me tiraram do marasmo e eles responderam com um cliente. “Ae porra! Finalmente algo pra fa….” pensamento interrompido depois que analisei o sinhôzinho que entrava na loja e me perguntava sobre uma torneira. Quase que de imediato, minha sensação de alivio foi trocada por “ish, isso vai longe!”. E foi…

Para entender o dialogo – quase monólogo – criei algumas legendas que podem ajudar na leitura:

Em negrito -> Minhas falas

(entre parenteses) -> Meus pensamento

Escrita normal -> Velho

-Bom dia!

-Bom dia…………. (então Sr, essa é sua deixa pra me pedir o que quer)

-Então, cê ta precisando de algo? 

-Tava procurando uma torneira……….

-Onde você vai colocar, na pia do banheiro, no tanque?

-Então é (putz la vem a história da vida dele……. Caramba! ele parece o velhinho da Pixar, não pera, todo mundo a partir dos 60 anos parece o velho da pixar..) e ai eu to fazendo esse serviço la pra moça e ela ter uma torneira (ela o que, senhor? Acho que eu to com problema no ouvido) no tante (na onde!? é acho que eu preciso ir num médico de ouvidos, será que existe isso?) pra poder encaixar a mangueira te (MASOQ? não, não sou eu que to ouvindo errado) inclusive ja tem um adaptador.

-Então… (okay, acho que eu meio que entendi mais ou menos, assim, quase que nada) a gente tem essas torneiras aqui.

-Essa vai servir. Nem sei porte (to sacando qualé que é desse Sr) eu peguei esse serviço, mas sabe como é a vida, vou ganhando meu dinheiro fazendo um serviço ati e ali…. 

A próxima hora de dialogo é praticamente irrelevante… O melhor jeito de entender é explicando:

O senhor utiliza de uma habilidade que só velhos podem usar. A habilidade que eu almejo muito, quando também for de idade, falar errado sem se importar. Ele substituía o “qu” por “t”. Não porte não sabia o português correto, tenho certeza te ele sabia muto bem da gramática, não parecia ser burro, muito pelo contrario.

E só de ouvir o jeito “não padrão” dele falar, eu já me contorcia pra corrigi-lo. Reparei até que todas as vezes que eu fala alguma palavra com “qu”, dava uma conotação maior nela, numa tentativa falha em mostrar por senhor como seria o certo de se falar. Minha vontade era de que, ou ele falasse certo (impossível) ou ele fosse embora logo (que também era impossível, já que todo idoso conta a história da vida dele, não importa a situação). Por fim, passei 1 hora do dia ouvindo as facetas dele,  na vida real, mas agonizando e montando todo um background do porque ele falar errado, na minha mente.

Fim dessa história bonita de amor e alegria!

Oi ou algo assim

Oi, tudo bem? Espero que sim… ou não, sei la.. As vezes você gosta de ficar triste ou talvez seja um arqui-inimigo meu e por isso eu te desejo todo o mal do mundo. Não, tô brincando, não quero o seu mal – a não ser que mereça. 

Enfim, meu nome é Carlos Drummond de Andrade.. pelos menos eu queria que fosse. Imagina que legal que ia ser, saber escrever cronicas e contos – as poesias nem tanto, acho todas uma bosta.

E agora quem gosta das poesias dele deve estar se contorcendo e pensando em várias “palavras de ordem” (aprendi este termo com os protestos e só pude usar agora) para me difamar, mas saiba que só falo isso pra provocar. Nunca fui de ler poesias.

3 parágrafos e eu ainda não disse nada com nada… Um pequeno exemplo sobre o que vai ser esse blog.

Meu nome é Pedro, tenho 18 anos e devo estar inserido na internet desde os 6 ou 7. Desde sempre quis fazer alguma coisa legal para a rede mundial de computadores e assim como o Marcelo D2 está a procura da batida perfeita, estou a procura da midia social perfeita. 

Devo ter uns 42,5 blogs do blogspot, 1 conta em cada rede social (menos tumblr, porque né) e um canal mal sucedido no youtube de gameplay (quem nunca!?). Como tudo foi por água baixo, decide-me-ei (isso provavelmente está errado) criar mais um blog, agora no WordPress, porque vai que o que dava azar era o blogger… ou minhas publicações idiotas (sério, são muito idiotas, voltei hoje pra dar uma olhada e GZUZ! era muito ruim).

Acho que o resto dessa história bonita de amor e ódio entre um humano e um sistema de servidores mal feitos você confere – nos próximos episodios – na aba About, que, para os leigos e mais desinformados, é uma palavra derivada do latim Ab(Aba) e Out(Ouch – dor), ou seja, uma aba que faz você sentir toda a minha dor. É isso ai